quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Internautas confundem imagem "fantasma" da Nasa com nave alienígena

Ondas de uma tempestade solar atingem Mercúrio em imagem geradas por sondas da Nasa. Para internautas, ponto brilhante ao lado do planeta é nave alienígena (NASA / Reprodução)
Um defeito na composição de uma imagem gerada pelas missões solares da Nasa provocou uma onda de rumores na internet. Sites como o americano Gizmodo levantaram a hipótese de se tratar de uma nave alienígena visitando o nosso sistema solar. A agencia espacial americana, porém, acabou com a alegria dos que pensavam se tratar de extraterrestres: o brilho que aparece ao lado do de Mercúrio é uma sombra fantasma do planeta, causada pelo tipo de edição usada para compor a imagem.
O vídeo divulgado na internet, que mostra a suposta nave alienígena, foi criado a partir de várias imagens das sondas STEREO. Elas orbitam o Sol e ajudam a Nasa a prever tempestades solares fortes, que podem danificar satélites da Terra. A onda que atinge Mercúrio nas imagens, obtidas em 1º de dezembro, é uma dessas tempestades. As ejeções de massa coronal (CMEs, na sigla em inglês) criam o fenômeno das auroras boreais, quando passam pelo nosso planeta.

Como Mercúrio está muito próximo do Sol, é atingido com mais força pelas tempestades solares. "Para conseguirmos ver as emissões de CMEs, o que é difícil, temos que remover quase todo o brilho do fundo da imagem, causado por poeira interplanetária, galáxias e estrelas", disse ao site de VEJA Russell Howard, cientista chefe da missão solar.

"O brilho próximo a Mercúrio ocorre porque o planeta estava ali no dia anterior e se move relativamente rápido. Portanto houve menos remoção de brilho da parte de trás do espaço em relação ao resto da imagem", complementa Nathan Rich, que participa da missão. "Nessas imagens, uma média diária de cada pixel é usada como o melhor 'quase tempo real' para o acompanhamento das CMEs. Isso resulta no 'buraco' de Mercúrio", afirma ainda. Ou seja, apesar do vídeo (que pode ser visto abaixo), as imagens são feitas com grandes intervalos entre elas. O vídeo reúne um dia inteiro de imagens.

As sondas STEREO, lançadas em 2006, tiram fotos do Sol e de suas proximidades e as enviam para a Nasa, que compõem os vídeos sobrepondo essas fotos. "Nota-se, que o brilho some da imagem em seguida. E isso ocorre porque um fundo diferente foi usado na concepção das imagens seguintes. Não há nada de anormal", conclui Rich.

A polêmica foi iniciada por um usuário do You Tube que se identifica como siniXter. No dia 3 de dezembro ele postou um vídeo no site usando as imagens geradas pelas sondas da Nasa e afirmando que se trata de uma nave espacial. O vídeo (narrado em inglês) já foi visto por mais de 150 mil usuários.[Fonte: Veja.online]

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Observatório detecta "vampirismo estelar"

Devido a uma proximidade equivalente à da Terra e do Sol, a estrela mais quente já “roubou” cerca de metade da massa de sua vizinha

A imagem mostra o vampirismo entre duas estrelas - ESO/Divulgação


Astrônomos do ESO (Observatório Europeu do Sul) conseguiram obter a melhor imagem já feita de uma estrela que perdeu a maior parte de sua composição para um outro astro. 

Devido a uma proximidade equivalente à da Terra e do Sol, a estrela mais quente já “roubou” cerca de metade da massa de sua vizinha. “Sabíamos que esta estrela dupla era incomum e que havia material fluindo entre elas,” diz o co-autor Henri Boffin, do ESO.


“O que descobrimos no entanto, foi que o modo como a transferência de massa se processa é completamente diferente do previsto por modelos anteriores. A “mordida” da estrela vampira é muito mais suave mas altamente eficaz.”, afirmou. [Fonte: Band.com]

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sonda Voyager 1 atinge limite do Sistema Solar e pode sair da heliosfera


A sonda espacial Voyager 1, construção humana que se encontra mais afastada da Terra neste momento, entrou na fronteira de nosso Sistema Solar e pode chegar ao desconhecido espaço interestelar em questão de meses, informou na noite desta última segunda-feira, 5, a agência espacial americana Nasa.

Os cientistas esperam conhecer novos dados emitidos da Voyager 1 para confirmar o momento no qual a sonda, lançada em 1977, sairá da heliosfera, região aonde chegam as partículas energéticas emitidas pelo Sol e que protege os planetas das radiações do espaço exterior.

A Voyager já percorreu quase 18 bilhões de quilômetros e, segundo o comunicado da Nasa, poderia superar a barreira da heliosfera e a influência de seu campo magnético em "alguns poucos meses ou anos".

"Descobrimos que o vento solar é lento nesta região e sopra de forma errática. Pela primeira vez, até se movimenta para trás. Estamos viajando por um território completamente novo", disse Rob Decker, um dos responsáveis dos instrumentos de medição da sonda.

"Não deveríamos esperar muito para investigar como de verdade é o espaço entre as estrelas", indicou Ed Stone, cientista do projeto Voyager no Instituto Tecnológico de Pasadena (estado da Califórnia, EUA).

Os dados que indicam sua situação provêm dos sensores da sonda, que detectaram um aumento da intensidade do campo magnético, já que se encontra à beira da heliosfera, onde as radiações do espaço interestelar comprimem os limites da zona de influência do sol.

A Voyager 1, que também transporta uma mensagem sobre o homem e sua situação no universo, mede as radiações para determinar sua passagem pelas fronteiras do Sistema Solar.

Desde meados de 2010, a sonda detectou uma redução das partículas energéticas emitidas do Sol, que agora são duas vezes menos abundantes que nos cinco anos anteriores, enquanto detectou um fluxo 100 vezes maior de elétrons do espaço interestelar.[Estadão.com]

Mais de 500 milhões de planetas podem ter vida

Equipe da Nasa estima que podem existir até 50 bilhões de planetas apenas na Via Láctea.


Cientistas ligados à Nasa apresentaram novas estimativas do número de planetas existentes na Via Láctea: nada menos que 50 bilhões. Destes, 500 milhões podem ter temperaturas compatíveis com a vida.
Os dados foram apresentados neste sábado (19) durante a reunião da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência (na sigla em inglês, AAAS) em Washington, Estados Unidos, e saíram dos primeiros resultados da missão Kepler, que enviou um telescópio ao espaço para descobrir a existência de planetas fora do sistema solar.
Para chegar a esse número, William Borucki, cientista-chefe da missão, levaram em conta aquantidade de candidatos a planetas já encontrados pelo Kepler (cerca de 1200, 54 deles dentro da zona habitável)  e estimaram que uma a cada duas estrelas têm pelo menos um planeta, e em uma a cada 200, esse planeta pode ser compatível com vida --- pelo menos no que se refere à sua temperatura. Os números então foram extrapolados para o número de estrelas estimados na galáxia, 100 bilhões. "Mas o Kepler só consegue ver planetas que orbitem perto da estrela", explicou. “Se ele estivesse observando o Sol, a chance dele captar a Terra, por exemplo, seria pequena”.
A missão Kepler descobre os planetas ao registrar a diferença de brilho de sua estrela quando o planeta passa entre a Terra e ela. Os resultados até agora são muito animadores, disse Sara Seager, professora de astronomia do MIT (Massachusetts Institute of Technology). “Muitos dos planetas que descobrimos desafiam as leis da Física como as conhecemos hoje. Já encontramos mais de 100 planetas com o tamanho de Júpiter, por exemplo. Não achávamos que poderiam haver tantos planetas tão grandes”, disse. “Kepler está nos mostrando que tudo é possível”.[Fonte: IG]

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Telescópio da Nasa encontra 1º planeta habitável

Astrônomos viram o planeta cruzar a frente de sua estrela três vezes (Foto: Nasa)

A agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) informou nesta segunda-feira que seu telescópio espacial Kepler confirmou a existência do primeiro planeta habitável numa região fora do sistema solar. 

No início deste ano, cientistas franceses confirmaram a existência do primeiro planeta fora do sistema solar a atender às exigências para a manutenção da vida, conhecido como Gliese 581d, mas o Kepler 22b, visto pela primeira vez em 2009, foi o primeiro cujas características puderam ser confirmadas pela agência espacial norte-americana.
A confirmação significa que os astrônomos viram o planeta cruzar a frente de sua estrela três vezes.
"A fortuna sorriu para nós com a detecção do primeiro planeta", disse William Borucki, principal pesquisador do Kepler no Centro de Pesquisas Ames, da Nasa.
"O primeiro trânsito foi capturado apenas três dias depois de termos declarado o telescópio pronto operacionalmente. Nós testemunhamos a definição do terceiro trânsito durante o período de férias de 2010."
O Kepler-22b está há 600 anos-luz de distância e é maior do que a Terra. O planeta tem uma órbita de 290 dias ao redor de sua estrela.
A Nasa também anunciou que o Kepler descobriu mais de 1.000 planetas com potencial de abrigar vida, duas vezes o número previamente localizado, segundo uma pesquisa que está sendo apresentada numa conferência realizada na Califórnia nesta semana.
O Kepler é a primeira sonda espacial da Nasa que procurar planetas semelhantes à Terra que orbitem sóis similares aos nossos. As informações são da Dow Jones.[Fonte: Terra]

Cientistas descobrem os 2 maiores buracos negros conhecidos


Um grupo de cientistas descobriu os dois maiores buracos negros conhecidos até o momento, com uma massa quase 10 bilhões de vezes superior à do Sol, informa um artigo publicado nesta segunda-feira publicado pela revista especializada Nature.
Esses buracos negros, localizados em duas enormes galáxias elípticas a cerca de 270 milhões de anos-luz da Terra, são muito maiores do que se previa por meio de deduções dos atributos das galáxias anfitriãs. Segundo os especialistas, liderados por Chung-Pei Ma, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a descoberta sugere que os processos que influenciam no crescimento das galáxias grandes e seus buracos negros diferem dos que afetam as galáxias pequenas.
Os cientistas acreditam que todas as galáxias massivas com componente esferoidal abrigam em seus centros buracos negros gigantescos. As oscilações de luminosidade e brilho identificadas nos quasares do universo sugerem ainda que alguns deles teriam sido alimentados por buracos negros com massas 10 bilhões de vezes superiores à do Sol.
No entanto, o maior buraco negro conhecido até então, situado na gigantesca galáxia elíptica Messier 87, tinha uma massa de apenas 6,3 bilhões de massas solares. Os buracos negros são difíceis de serem detectados porque sua poderosa gravidade os absorve por completo, incluindo a luz e outras radiações que poderiam revelar sua presença.
Os cientistas avaliaram os dados de duas galáxias vizinhas a Messier 87 - NGC 3842 e NGC 4889 - e concluíram que nelas havia buracos negros supermassivos. Os cientistas usaram o telescópio Gemini do Havaí, adaptado com lentes especiais que permitem detectar o movimento irregular de estrelas que se movimentam perto dos buracos negros e que são absorvidas por eles.
Os pesquisadores constataram que a NGC 3842 abriga em seu centro um buraco negro com uma massa equivalente a 9,7 milhões de massas solares, enquanto, na NGC 4889, há outro com uma massa igual ou superior. Esses buracos negros teriam um horizonte de fatos, a região na qual nada, nem sequer a luz, pode escapar de sua atração, cerca de sete vezes maior do que todo o sistema solar.
Segundo os especialistas, o enorme tamanho dos buracos se deve à sua habilidade para devorar não só planetas e estrelas, mas também pequenas galáxias, um processo que teria sido produzido ao longo de milhões de anos.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Descobertas revelam um espaço borbulhante ao redor da Terra


Vácuo borbulhante
O espaço ao redor da Terra é tudo, menos um vácuo estéril.
A área ao nosso redor possui um verdadeiro "borbulhar" de campos elétricos e magnéticos, que mudam o tempo todo.
Partículas carregadas também fluem constantemente, movimentando energias, criando correntes elétricas e produzindo as auroras.
Muitas destas partículas originam-se do vento solar, mas algumas áreas são dominadas por partículas de uma fonte mais local: a própria atmosfera da Terra, que é lenta, mas continuamente, "sugada" para o espaço.
Nanossatélites
Este novo mundo de partículas e correntes elétricas e magnéticas está sendo revelado pela missão FASTSAT, da NASA, uma plataforma para lançamentos de nanossatélites.
Neste estudo, que ainda não se encerrou, foram usados três experimentos que foram ao espaço a bordo do satélite científico: MINI-ME (Miniature Imager for Neutral Ionospheric Atoms and Magnetospheric Electrons), PISA (Plasma Impedance Spectrum Analyzer) e AMPERE (Active Magnetosphere and Planetary Electrodynamics Response Experiment)
Para cada evento bem definido, os cientistas comparam as observações dos diversos instrumentos.
Os eventos mostram um retrato detalhado desta região que agora se sabe ser muito dinâmica, com uma série de fenômenos inter-relacionados e simultâneos - como o fluxo de partículas e de corrente elétrica.
"Nós estamos vendo estruturas que são bastante consistentes em vários instrumentos", diz Michael Collier no Centro Goddard, da NASA. "Nós colocamos todas essas observações em conjunto e elas estão nos contando uma história que é muito maior do que a soma das partes."
Perda da atmosfera


O FASTSAT, além de ter seus próprios instrumentos, é uma plataforma de lançamentos de nanossatélites. [Imagem: NASA]

Ao contrário do hidrogênio mais quente que vem do sol, a atmosfera superior da Terra geralmente supre íons de oxigênio mais frios, que são ejetados ao longo das linhas de campo magnético da Terra.
Esta "saída de íons" ocorre continuamente, mas é especialmente forte durante períodos em que há mais atividade solar, tais como erupções solares e ejeções de massa coronal, que são expelidas pelo Sol e se movem em direção à Terra.
Essa atividade suga íons de oxigênio da atmosfera superior da Terra, particularmente em regiões onde as auroras são mais fortes.
"Os íons pesados que fluem da Terra podem funcionar como um freio, ou um amortecedor, sobre a entrada de energia do vento solar," explica Doug Rowland, coordenador do instrumento PISA.
"O fluxo também indica modos pelos quais os planetas podem perder suas atmosferas - algo que acontece devagar na Terra, mas mais rapidamente em planetas menores, com campos magnéticos mais fracos, como Marte," diz Rowland.
No decorrer da pesquisa, os dados permitirão aos cientistas determinar de onde vêm os íons que saem da Terra, o que os move e como sua intensidade varia de acordo com a atividade solar.[Fonte: Inovação Tecnológica]

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