quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Estrela anã branca explode perto da Terra

Supernova encontra-se na M101, conhecida como Galáxia do Catavento (Créditos: BJ Fulton, LCOGT; Peter Nugent; Palomar Transient Factory)

O telescópio do Observatório do Monte Palomar, em San Diego (Califórnia), captou o início da transformação de uma estrela em supernova. O brilho desta supernova, de tipo Ia, está a aumentar a cada minuto. Devido à sua proximidade com a Terra,  a supernova poderá ser vista através de uns bons binóculos daqui a  uma semana ou dez dias, estimam os investigadores.
Os computadores que analisam os dados do telescópio identificaram o fenómeno no dia 24 de Agosto e difundiram-no pela rede mundial de observatórios. O primeiro cientista a observar a PTF 11kly foi Peter Nugent, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley. A supernova encontra-se na M101, conhecida como Galáxia do Catavento, que se encontra “apenas” a 25 milhões de anos-luz de distância.
Estas explosões ocorrem quando uma estrela muito massiva queimou todo o hidrogénio (combustível) e o seu forno de fusão nuclear interno já não consegue conter a pressão da gravidade da própria estrela. O corpo entra em colapso desencadeando a explosão que chega a adquirir um brilho superior a toda a galáxia onde se encontra.
O investigador Mark Sullivan, da Universidade de Oxford, lidera uma das primeiras equipas que começou a seguir a evolução da supernova. Explica que estas supernovas tipo Ia são utilizadas para medir a expansão do Universo. Observar uma tão perto permite estudá-la detalhadamente como nunca foi feito.
Captar esta supernova nas suas primeiras horas é importante para os astrónomos pois permite não só ficar a conhecer a sua evolução como observar fragmentos da estrela que explodiu. Isto pode dar pistas para resolver o mistério da origem destas supernovas que têm intrigado os cientistas há várias décadas. [Fonte: Ci ência Hoje]

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Astrônomos encontram estrelas de massa 80 vezes maior que Sol


Duas estrelas de massa 80 vezes maior que a do Sol foram descobertas por um grupo de astrônomos liderados pelo brasileiro Alexandre Roman-Lopes. Elas receberam os nomes de WR20aa e WR20c. As informações estão numa publicação da Sociedade Astronômica Real inglesa.

Elas foram encontradas perto de várias outras estrelas pertencentes a um aglomerado chamado Westerlund 2, localizado 26 mil anos-luz longe da Terra. De acordo com astrônomos, elas teriam sido "expulsas" de lá logo após se formarem.[Fonte: SRZD]

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Astrônomos descobrem planeta feito de diamante

Além do carbono, o novo planeta também deve conter oxigênio
Astrônomos localizaram um exótico planeta que parece ser quase todo feito de diamante, girando em torno de uma pequena estrela nos confins da galáxia.
O novo planeta é bem mais denso do que qualquer outro já visto, e consiste praticamente só de carbono. Por ser tão denso, os cientistas calculam que o carbono deve ser cristalino, ou seja, uma grande parte dele é mesmo de diamante.

"A história evolutiva e a incrível densidade desse planeta sugerem que ele é composto de carbono, ou seja, um enorme diamante orbitando uma estrela de nêutrons a cada duas horas, numa órbita tão compacta que caberia dentro do nosso Sol", disse Matthew Bailes, da Universidade de Tecnologia Swinburne, em Melbourne.
A 4.000 anos-luz da Terra, ou cerca de um oitavo da distância entre o nosso planeta e o centro da Via Láctea, o planeta é provavelmente remanescente de uma estrela que já foi gigantesca, mas que perdeu suas camadas externas para a estrela que orbita.
Os pulsares são estrelas de nêutrons, pequenas e mortas, com apenas cerca de 20 quilômetros de diâmetro, girando centenas de vezes por segundo e emitindo feixes de radiação.
No caso do pulsar J1719-1438, seus feixes varrem a Terra regularmente e já foram monitorados por telescópios da Austrália, Grã-Bretanha e Havaí, o que permite aos astrônomos detectar modulações devido à atração gravitacional do seu companheiro planetário, que não é visto diretamente.
As medições sugerem que o planeta, com um "ano" de 130 minutos, tem uma massa ligeiramente superior à de Júpiter, mas é 20 vezes mais denso, segundo relato de Bailes e seus colegas na edição de quinta-feira da revista Science.
Além do carbono, o novo planeta também deve conter oxigênio, que pode ser mais abundante na superfície, tornando-se mais raro na direção do centro, onde há mais carbono.
Sua grande densidade sugere que os elementos mais leves -- hidrogênio e hélio -- que compõem a maior parte de gigantes gasosos, como Júpiter, não estão presentes.
O aspecto desse bizarro mundo de diamante, no entanto, é um mistério.
"Em termos do seu aspecto, não sei nem se eu posso especular", disse Ben Stappers, da Universidade de Manchester. "Não imagino que uma imagem de um objeto muito brilhante seja o que estejamos vendo aqui."[Fonte: Yahoo]

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Telescópio da Nasa detecta sinais de grafeno

Concepção artística dos sinais de grafeno encontrados / IAC/NASA/NOAO/ESA/STScI/NRAO 
 
A Nasa divulgou nessa segunda-feira, que o Telescópio Especial Spitzer identificou, pela primeira fez, sinais de grafeno, material formado por uma camada única de átomos de carbono, arranjados em hexágonos, como em colmeias de abelha em duas galáxias próximas, as Nuvens de Magalhães.

O cristal de carbono é conhecido pelas suas incríveis propriedades: entre elas por ser forte, ultrafino e por conduzir eletricidade tão bem quanto o cobre.

Se confirmada, a descoberta poderá trazer grandes evoluções para compreender não só as reações químicas do espaço, como também a origem da vida.

Além do grafeno o telescópio encontrou moléculas chamadas C70, esferas de carbono com 70 átomos. Os cientistas acreditam que essas moléculas estão presentes em asteroides e podem ter contribuído, de alguma forma, para o surgimento da vida na Terra.

A pesquisa sobre grafeno no espaço foi liderada por Domingo Aníbal García-Hernández, do Instituto de Astrofísica de Canarias, na Espanha, e publicada na  Astrophyscial Journal Letters. [Fonte: Band.com]

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Nasa divulga imagem inédita de Marte

Imagem da superfície do Planeta Vermelho / NASA/JPL-Caltech/Cornell/ASU


A Nasa divulgou nessa terça-feira a imagem de um local na qual nunca havia sido explorado. A captura das pedras e rochas foi durante a jornada Exploration Rover Opportunity, oportunidade na qual a empresa está procurando água em Marte. A exploração já percorreu 21 km pelas terras desconhecidas.

O carrinho, que tem o tamanho de um carro de golfe, retransmitiu a sua chegada ao ponto chamado Ponto Espírito na borda da cratera Endeavour, após subir para fora da cratera Victoria.

A Nasa descreveu o ato como um novo capítulo marcante na história da exploração de Marte, sendo algo fundamental na tomada de futuras missões humanas ao planeta.[Fonte: Band]

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Cientistas russos esperam encontrar vida alienígena até 2031

Cientistas russos esperam que a humanidade se depare com civilizações alienígenas nas próximas duas décadas, disse um importante astrônomo russo na segunda-feira (27).
"A gênese de vida é tão inevitável como a formação de átomos... A vida existe em outros planetas e vamos encontrá-la dentro de 20 anos", disse Andrei Finkelstein, diretor do Instituto de Astronomia Aplicada da Academia Russa de Ciências, segundo a agência de notícias Interfax.
Falando num fórum internacional sobre a busca de vida extraterrestre, Finkelstein disse que 10 por cento dos planetas conhecidos orbitando ao redor de estrelas parecem a Terra.
Se for encontrada água, então também pode ser encontrada a vida, disse ele, acrescentando que muito provavelmente os alienígenas serão parecidos com os humanos, com dois braços, duas pernas e uma cabeça.
"Eles podem ter uma cor de pele diferente, mas mesmo isso nós temos", disse ele.

O instituto de Finkelstein é responsável por um programa lançado nos anos 1960, no auge da corrida espacial da Guerra Fria, para observar e emitir sinais de rádio ao espaço.
"O tempo inteiro ficamos buscando por civilizações extraterrestres; basicamente esperamos por mensagens do espaço e não o outro lado", disse ele. [Fonte: IG]

Prêmio Nobel de Física garante que existe vida fora da Terra

O Prêmio Nobel de Física de 2004, o americano Frank Wilczek, se mostrou hoje convencido da existência de vida extraterrestre, "provavelmente", inclusive em nosso próprio sistema solar.
Em entrevista concedida à Agência Efe, Wilczek cogitou a possibilidade de que planetas como Marte, e talvez alguns satélites de Saturno, abriguem formas de vida, que seriam parecidas às bactérias extremófilas que habitam em condições de limite em alguns ambientes da Terra.
O Prêmio Nobel, que participa de um evento científico realizado em San Sebastián, no norte da Espanha, explicou que há tantos planetas e estrelas no universo que fica difícil "considerar que só um, a Terra, tenha vida".
De qualquer maneira, ele lembrou que "uma coisa é a vida e outra é a vida inteligente", uma qualidade que "requer muito tempo e uma série de condições" específicas. Segundo ele, haver todos esses ingredientes ao mesmo tempo "é difícil".
No entanto, embora ele não considere possível que Marte contenha alguma forma de vida, Wilczek não é favorável a organizar, no momento, missões tripuladas por humanos ao planeta vermelho, já que "a tecnologia da qual dispomos atualmente para enviar pessoas ao espaço é muito perigosa e muito cara".
Por este motivo, ele considera que até se pode enviar astronautas ao espaço, mas que seria melhor destinar o dinheiro "a outro tipo de coisas que têm mais prioridade". [Fonte: IG]

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