terça-feira, 12 de março de 2013

Marte pode ter abrigado vida, afirma Nasa


Foto: NASA/Divulgação
Pode ter existido vida microbiana no passado em Marte, segundo uma análise dos minerais contidos na primeira amostra de uma rocha coletada com instrumentos do robô americano Curiosity, anunciou nesta terça-feira (12/3/13) a Nasa (Agência Espacial Americana).
"Uma pergunta fundamental desta missão é se Marte pode ter sido propício para a vida", disse Michael Meyer, cientista chefe do Programa de Exploração de Marte da Nasa. "Pelo que sabemos agora, a resposta é sim".
 Os cientistas identificaram enxofre, nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, fósforo e carbono - alguns dos ingredientes químicos essenciais para a vida - no pó retirado pelo Curiosity mês passado.
Em dezembro. a agência havia divulgado que o Curiosity descobriu moléculas de água, enxofre e perclorato, um composto formado por cloro e oxigênio, na duna de areia Rocknest. O perclorato tem partículas de carbono, elemento orgânico fundamental para a formação da vida, mas na época ainda não era possível afirmar se o carbono era de origem marciana ou tratava-se de uma contaminação da Terra.
Condições para a vida


As pistas que indicam que Marte já teve um meio habitável vieram da análise de dados dos instrumentos SAM (Análise de Amostras de Marte) e CheMin (Química e Mineralogia). Segundo elas, a área de Yellowknife Bay era o final de um antigo rio ou um lago intermitente que pode ter fornecido a energia química e outras condições favoráveis para o desenvolvimento de micróbios. A pedra é composta de um tipo de argilito refinado, com minerais de argila, minerais de sulfato e outras substâncias químicas. Este ambiente antigo e molhado, ao contrário de alguns outros em Marte, não é muito oxidado, ácido nem extremamente salgado.

A amostra foi retirada de uma rocha onde encontra-se em uma rede antiga de canais de correnteza na borda da Cratera Gale. A base mostra evidências de múltiplos períodos de terra molhado, incluindo nódulos e veias.
Na última quinta (7/3/13), artigo publicado na Science informou que foram encontradas marcas "recentes e profundas" de corredeiras debaixo do solo de um dos maiores vales de Marte. O sistema de canais tem mil quilômetros de comprimento e indica que a atividade hidrológica dataria de cerca de 500 milhões de anos atrás.
No início de fevereiro, o robô concluiu a primeira perfuração no planeta vermelho, para coletar amostras da rocha chamada "John Klein" no 182º dia de missão. Os resultados divulgados hoje são destas amostras.[Fonte: Primeiraedicao.com]

segunda-feira, 11 de março de 2013

Nasa recalcula idade da estrela mais antiga do universo


Cientistas da Nasa recalcularam a idade da estrela HD 140283, conhecida como Estrela Matusalém. Ela é considerada a estrela mais antiga do universo.
Essa estrela já é alvo de estudo dos astrônomos há mais de um século. Ela é formada por hidrogênio e hélio, os mesmos componentes do Sol, e está a 190 anos-luz do Sistema Solar.
O novo cálculo da Nasa aponta que a estrela tem 14,5 bilhões de anos, mas com margem de erro de 0,8 bilhão para mais ou para menos. Isso significa que ela pode ter de 13,7 a 15,3 bilhões de anos.
Estimativas anteriores diziam que a estrela poderia ter 16 bilhões de anos. Isso fez com que os pesquisadores calculassem novamente a idade de HD 140283.
A nova medição reduz a margem de idade da estrele. Isso permite que sua existência seja mais compatível com a idade calculada do universo. Isso porque a grande explosão que originou o universo, o Big Bang, aconteceu há 13,8 bilhões anos. Portanto, havia um paradoxo entre a existência da estrela e a idade do universo.
O novo cálculo faz com que a idade da estrela seja mais plausível. Agora, a Nasa pode confirmar que a estrela HD 140283 é a mais antiga do universo e com uma idade bem definida. A Estrela Matusalém está nos primeiros estágios de se expandir e se tornar uma gigante vermelha.[Fonte: Info.Abril]


Nasa acha alienígena de ´Space Invaders´ em galáxia


Cientistas encontraram um alienígena de "Space Invaders" (Invasores do Espaço) em uma galáxia fotografa pelo Telescópio Espacial Hubble, da Nasa. O game fez sucesso nos anos 1970 e é considerado um clássico dos jogos eletrônicos.
O Hubble fotografou a região espacial com o objetivo de capturar Abell 68, um grande aglomerado de galáxias. O campo gravitacional em torno de Abell 68 atua como uma lente natural no espaço para ampliar a luz vinda de galáxias. O nome deste efeito é “lente gravitacional", previsto pela relatividade geral do físico Albert Einstein.
Assim como os espelhos de distorção comuns em parques de diversão, a lente gravitacional em Abell 68 cria uma paisagem única de imagens em forma de arco e espelhos das galáxias de fundo.
Nesta foto, a imagem de uma galáxia espiral ganhou uma forma semelhante à dos alienígenas por causa do campo gravitacional ao seu redor, que funciona como uma lente de aumento capaz de dobrar e esticar a luz distante.
O aglomerado de galáxias no primeiro plano da fotografia está a 2 bilhões de anos-luz de distância. As imagens capturadas pelo efeito da lente gravitacional vêm de galáxias muito mais distantes.[Fonte: Info.Abril]


sexta-feira, 8 de março de 2013

Astrônomos conseguem medir a distância até a galáxia mais próxima da Via Láctea


Grande Nuvem de Magalhães, galáxima mais próxima à Via Láctea (NASA/Getty Images)
Astrônomos do Observatório La Silla, no Chile, conseguiram medir de forma precisa a distância da Via Láctea até a galáxia mais próxima, a Grande Nuvem de Magalhães: 136.000 anos-luz.  Com imprecisão de apenas 2,2%, o resultado deve contribuir com futuros cálculos da idade e tamanho do universo. O trabalho foi publicado nesta quinta-feira, na revista Nature.

Conheça a pesquisa

ONDE FOI DIVULGADA: revista Nature
QUEM FEZ: Bradley E. Schaefer
INSTITUIÇÃO: Observatório Europeu do Sul (European Southern Observatory)
RESULTADO: A Grande Nuvem de Magalhães, galáxia mais próxima da Via Láctea, está a 136.000 anos-luz. de distância. Com apenas 2,2% de imprecisão, esse dado pode ajudar a estimar a idade e o tamanho do universo.




"Estou muito emocionado. Os astrônomos estão tentando há cem anos medir com precisão a distância para a Grande Nuvem de Magalhães, e se comprovou que isto é extremamente difícil", disse Wolfgang Gieren, um dos pesquisadores da equipe.
Medições — Para calcular a distância com precisão, os pesquisadores observaram um par de estrelas raras, denominadas binárias eclipsantes. Essas estrelas orbitam ao redor uma da outra, de forma que, a cada volta, uma oculta a outra, o que reduz seu brilho para quem as observa da terra. Medindo essas mudanças de intensidade de brilho e a velocidade orbital dessas estrelas, foi possível calcular sua distância em relação à Terra.
Esse método já havia sido utilizado antes para estimar a distância em relação à galáxia vizinha, mas as medições foram realizadas com outros tipos de estrelas, que não forneciam um resultado preciso. A equipe de pesquisadores observou oito pares de estrelas durante oito anos.
Tamanho do universo — A medição da distância em relação à Grande Nuvem de Magalhães pode ser utilizada para aumentar a precisão dos cálculos de expansão do Universo, feitos com base na Lei de Hubble. Desenvolvida por Edwin P. Hubble, astrônomo americano que chocou o mundo no século 20 ao propor que o universo está em constante expansão desde seu surgimento, essa lei é importante para estimar a idade e o tamanho no universo.
E um dos maiores impedimentos para um cálculo mais preciso da Lei de Hubble era a distância da Via Láctea até sua galáxia vizinha. Isso ocorre porque, para determinar o tamanho do universo, os astrônomos medem primeiro a distância em relação a objetos próximos e usam esses valores para estimar as distâncias maiores.
O Observatório La Silla fica instalado a 2.400 metros de altitude no deserto do Atacama, 1.400 quilômetros ao norte de Santiago, e conta com 18 telescópios. Ele é operado pelo Observatório Europeu do Sul (European Southern Observatory), principal organização astronômica intergovernamental da Europa. (Com Agência France-Presse - Fonte: Terra]

quarta-feira, 6 de março de 2013

Cometa pode colidir em Marte em 2014 e causar explosão gigantesca


Astrônomos acreditam que existe uma pequena possibilidade de um enorme cometa colidir em Marte em 2014. Segundo os cientistas que calculam a trajetória do corpo, mesmo que ele não bata no planeta vermelho, ele vai causar um espetáculo nos céus de lá. As informações são do site Universe Today e da agência Ria Novosti.
O C/2013 A1 (Siding Spring) foi descoberto no começo deste ano pelo caçador de cometas Robert McNaught, do Observatório Siding Spring, na Austrália. O cometa teria entre 10 e 50 quilômetros e a colisão ocorreria a 56 km/s, o que poderia resultar em uma liberação de energia de 20 bilhões de megatons (um megaton é igual à energia da explosão de uma tonelada de TNT), o que deixaria uma cratera de 500 quilômetros de largura por dois de profundidade. Para se ter ideia, a Tsar Bomba, maior artefato nuclear explodido pelo homem, tinha 50 megatons.
Especialistas acreditam que um impacto poderia mudar as características de Marte. A quantidade de dióxido de carbono liberado poderia causar um efeito estufa e deixar a fraca atmosfera marciana mais densa. Por outro lado, a liberação de poeira poderia bloquear a radiação solar e causar uma queda da temperatura no planeta.
O astrônomo amador Leonid Elenin, que tem seu nome em outra pedra espacial famosa, calcula que com os dados atuais a passagem do cometa será a 109.200 km de Marte, em outubro de 2014. Contudo, os especialistas assinalam que é muito difícil prever a trajetória de um objeto desses, ainda mais com tanto tempo de antecedência, e que são necessários mais dados antes de se ter certeza da rota.
"Tal como está agora, a chance de um impacto direto é pequena, mas é provável que Marte será crivado com destroços associados ao cometa", diz o astrônomo Phil Plait no blog Bad Astronomy.[Fonte: Terra]

terça-feira, 5 de março de 2013

Telescópio registra possível formação de planeta gigante

Planetas gigantes crescem ao capturar parte do gás e poeira que restam após a formação da estrela, de acordo com as atuais teorias - Foto: Divulgação


Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) acreditam ter feito a primeira observação direta de um protoplaneta - planeta gigante - em formação. O corpo celeste foi encontrado dentro do seu "útero" estelar ainda envolto por um espesso disco de gás e poeira. Se confirmada, essa descoberta ajudará a compreender melhor como se formam os planetas.

O planeta em formação, ainda envolto no disco de material que rodeia a jovem estrela HD100546, foi descoberto por uma equipe internacional liderada por Sascha Quanz, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (Suíça), que estudava o disco de gás e poeira em torno da estrela, situada a 335 anos-luz de distância da Terra. A estrela HD100546 tem sido muito estudada e foi já sugerida a existência de um planeta gigante situado cerca de sete vezes mais distante da estrela do que a Terra se encontra do Sol.
“Até agora, a formação de planetas tem sido um tópico desenvolvido essencialmente por simulações de computador”, diz Sascha Quanz. “Se a nossa descoberta for confirmada como realmente um planeta em formação, então pela primeira vez os cientistas poderão estudar de forma empírica o processo de formação planetária e a interação entre um planeta em formação e o seu meio circundante, desde a fase primordial.”[Fonte: Terra]

sexta-feira, 1 de março de 2013

Milionário planeja primeira missão tripulada a Marte em 2018


Simulação de cápsula que 
levará turistas espaciais a
Marte em 2018 
(Divulgação/Inspiration Mars)
2018 deverá ser o ano em que a humanidade chegará a Marte. Nesta quarta-feira, o multimilionário americano Dennis Tito, primeiro turista espacial da história (em 2001, ele pagou 20 milhões de dólares para passar sete dias no espaço a bordo de uma nave russa), anunciou a "Inspiração Marte", nome da primeira missão tripulada da história ao Planeta Vermelho.
O lançamento está previsto para o dia 5 de janeiro de 2018, e a viagem terá duração de 501 dias, entre ida e volta. Nesta época, o alinhamento das órbitas de Marte e Terra diminui a distância entre os dois planetas. "Este périplo histórico de 501 dias, com um sobrevoo do planeta vermelho a menos de 160 quilômetros de altitude, é possível graças a um estranho alinhamento planetário que ocorre a cada cinco anos", disse Tito, de 72 anos, durante coletiva de imprensa.
O empresário não informou o custo do projeto, mas, segundo o presidente da empresa privada Mars Society, Robert Zubrin, uma missão assim seria realizável com "um ou dois bilhões de dólares". Apesar da cifra, a viagem espacial a Marte é considerada de baixo custo, e um marco na exploração privada do espaço. "A exploração humana do espaço é um catalisador essencial para o crescimento e a prosperidade futura dos Estados Unidos", afirmou o multimilionário. "Trata-se de uma missão para os Estados Unidos que vai gerar conhecimento, experiência e impulso para a nova grande era da exploração espacial que inspirará a próxima geração de exploradores."
Candidatos — A missão usará a tecnologia existente e transporte espacial previamente testado, derivado do setor aeroespacial privado, da Nasa e da Estação Espacial Internacional (ISS). A "Inspiração Marte" deverá chegar 12 anos antes da meta que a agência espacial americana estabeleceu para suas próprias missões tripuladas ao planeta.
O sistema utilizado consistirá em uma cápsula modificada, propulsionada fora da órbita terrestre com uma única manobra para se posicionar na trajetória de Marte. Após o lançamento, um módulo tripulável inflável será acionado. Neste módulo, ficarão os dois candidatos a turistas em Marte. Os potenciais candidatos deverão ser funcionários de Tito — um homem e uma mulher já fora da idade reprodutiva.
Tito prefere que seja um casal que consiga viver mais de um ano em espaço reduzido, e que já tenha idade avançada, uma vez que os astronautas podem ser expostos a altos níveis de radiação, superiores aos limites aceitos pela Nasa. Essa exposição pode multiplicar as chances de contrair câncer, além de afetar a capacidade reprodutora da tripulação.
Embora ainda não tenham sido escolhidos, dois candidatos já estão a postos: Taber MacCallum, de 49 anos, e sua esposa, Jane Poynter, de 50. Ambos são co-fundadores da Paragon Space Development Corporation, uma empresa especializada em sistemas de suporte para as naves espaciais, e os dois trabalham no projeto "Inspiração Marte".[Fonte: Veja.Abril] (Com agências France-Presse e EFE)

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