sexta-feira, 7 de junho de 2013

Curiosity está a caminho de seu principal objeto de estudo

O jipe-robô Curiosity está a caminho do monte Sharp, seu principal objeto de estudo em Marte. Nessa montanha, Curiosity irá procurar locais onde possa ter existido vida, segundo a Nasa, agência espacial americana.
O jipê-robô chegou a Marte há dez meses na Cratera Gale, uma área perto da linha do equador do planeta. A região foi escolhida pelos especialistas por causa de rochas em camadas, de 5 quilômetros de altura.
Com uma velocidade máxima de 0,15 km/h, Curiosity levará ainda vários meses para chegar ao seu destino final. Durante o caminho, ainda estão programadas pelo menos três paradas para estudos científicos, como medições para determinar a umidade nos locais.
Mas a demora teve um propósito. Os cientistas queriam explorar uma área na direção oposta, onde imagens mostraram três tipos diferentes de rochas se unindo.
Durante a trajetória, o Curiosity fez descobertas relevantes. Perfurou uma amostra a partir de uma laje de rocha e encontrou elementos necessários para a vida microbiana, como hidrogênio, carbono, oxigênio, nitrogênio, enxofre e fósforo. Isso significa que Marte teve condições favoráveis para abrigar vida microbiana. [Fonte: Info.abril]

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Estrelas 'bebês' lançam jato de poeira em regiões distantes da Via Láctea

Imagem em infravermelho mostra bolha gigante que foi esculpida na poeira espacial por estrelas de grande massa e é responsável pela formação de bolhas menores (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin )
Novas observações de áreas mais distantes e desabitadas da Via Láctea, feitas pelo Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, mostram dezenas de estrelas recém-nascidas lançando jatos de seus "casulos" de poeira. O estudo da Universidade de Wisconsin foi apresentado na quarta-feira (5) durante reunião da Sociedade Americana de Astronomia, em Indianápolis.
Uma das fotos revela a região próxima à constelação do Cão Maior, com mais de 30 astros jovens ejetando material. Até agora, já foram identificadas 163 regiões que contêm jatos expelidos por estrelas, algumas agrupadas e outras isoladas.As imagens foram captadas por raios infravermelhos em azul e verde do Spitzer, e combinadas com informações em vermelho do telescópio Wise, também da Nasa, que preencheu lacunas nas áreas que o Spitzer não cobriu.
Os registros fazem parte do projeto Glimpse 360, que está mapeando a topografia do céu da nossa galáxia. Ainda este ano, devem ser divulgados os resultados, que incluem uma visão completa em 360°. Até agora, o projeto já mapeou 130° do céu ao redor do centro da galáxia.
A Via Láctea é uma coleção de estrelas espiral e predominantemente plana, como um disco de vinil, mas com uma ligeira dobra – que também será mapeada. Nosso Sistema Solar está localizado a cerca de dois terços de seu centro em direção às extremidades, no chamado Esporão de Órion, um desdobramento do braço de Perseus, um dos principais braços da galáxia.
Segundo a astrônoma Barbara Whitney, da Universidade de Wisconsin, os cientistas estão descobrindo todos os tipos de formação de novas estrelas em áreas menos conhecidas das bordas exteriores da Via Láctea.
Para ajudar no Glimpse 360, os astrônomos também têm contado com a ajuda do público leigo, que vasculha as imagens obtidas em busca de bolhas cósmicas que indiquem a presença de estrelas quentes e de grande massa. Essas pessoas participam do Projeto Via Láctea, que funciona em esquema colaborativo e voluntário.[Fonte: G1]
Dezenas de estrelas recém-nascidas expelem jatos de seus 'casulos' de poeira (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin)Astros recém-nascidos expelem jatos de 'casulos' de poeira (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin)
Imagem feita pelo Spitzer lembra corais e algas, segundo astrônomos (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin)Imagem do Spitzer lembra corais e algas, dizem cientistas (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin)

Fábrica de cometas é descoberta e ajuda a explicar fenômeno misterioso

Impressão artística mostra armadilha de poeira que fornece porto seguro para pedras, permitindo que cresçam até atingir um tamanho que garante sua sobrevivência

Foto: ESO/L. Calçada / Divulgação
A armadilha de poeira em torno de uma estrela jovem foi claramente observada e modelada por astrônomos pela primeira vez, resolvendo assim um mistério de longa data relativo ao modo como as partículas de poeira nos discos crescem até atingirem tamanhos suficientemente grandes, que as levem eventualmente a formarem cometas, planetas e outros corpos rochosos. Em uma região como essa, partículas de poeira podem crescer juntando-se umas às outras. A observação inédita foi feita com o auxílio do telescópio espacial Matriz Atacama de Largo Milímetro/submillímetro (ALMA, na sigla em inglês).
Os astrônomos sabem atualmente que existem inúmeros planetas em torno de outras estrelas, mas ainda não compreendem bem como é que esses corpos se formam. Existem muitos aspectos na formação de cometas, planetas e outros corpos rochosos que permanecem um mistério. Agora, novas observações como essa começam a responder a uma pergunta que intriga os cientistas: como é que pequeníssimos grãos de poeira situados no disco em torno de uma estrela jovem crescem mais e mais, até atingirem o tamanho de cascalho ou mesmo pedregulhos com mais de um metro? Os resultados serão publicados na edição desta semana da revista Science.

Modelos de computador sugerem que os grãos de poeira crescem quando colidem uns com os outros, aglutinando-se. No entanto, quando esses grãos maiores se chocam de novo a alta velocidade, ficam muitas vezes desfeitos em pedaços, voltando ao ponto original. Mesmo quando isso não acontece, os modelos mostram que os grãos maiores rapidamente se deslocam para o interior devido à fricção entre a poeira e o gás, caindo assim na estrela-mãe, o que não lhes deixa nenhuma hipótese de crescer mais.
Assim, os grãos de poeira precisam de uma espécie de porto seguro onde as partículas possam continuar a crescer até atingirem um tamanho que lhes permita sobreviver por si mesmas. Tais “armadilhas de poeira” foram já sugeridas, mas até agora não havia prova observacional da sua existência. [Fonte: Terra]

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Expedição a Marte, viagem sem volta


Imagem da estação que a Mars One planeja construir. EFE/Bryan Versteeg /Imagem cedida pela Mars One.


Marte fascina o homem desde tempos imemoriáveis. A conquista do espaço foi um dos grandes sonhos da humanidade nos tempos da Guerra Fria, mas os dias das expedições à lua, os sputniks e as frases que ficaram para história pareciam ter ficado pra trás desde que a Nasa (agência espacial americana) começou a sofrer os estragos da crise financeira.



Porém, nem tudo está perdido; pelo menos para a empresa holandesa Mars One, que está preparando o primeiro assentamento humano no planeta vermelho. A empresa criada pelo pesquisador Bas Lansdorp pretende vender os direitos de exploração de um reallity show para financiar o projeto e assim fazer com que a utopia possa se transformar em realidade.



Apesar de ser um projeto que conta com a confiança do doutor Gérard't Hooft, vencedor do Prêmio Nobel de Física em 1999, cientistas do Instituto Nacional de Técnica Aroespacial (INTA), da Agência Espacial Europeia (ESA) e do Observatório Astronômico de Almadén de la Plata, em Sevilha, se mostram céticos.


Imagem de Marte feita pela sonda “Curiosity”. EFE/Nasa/Facilitadas pelo Instituto Nacional de Técnica Aeroespa …



MARTE HABITÁVEL EM 2022?



"O único motivo pelo qual esta expedição não aconteceu  antes é a falta de financiamento", explica a porta-voz da Mars One, Aashima Dogra. No entanto, os cientistas encontram mais alguns obstáculos para esta aventura.



Marte é o planeta de nosso sistema solar com condições mais próximas às da Terra, mas mesmo assim um astronauta sem o traje espacial "não duraria mais de 20 segundos sem perder a consciência e morreria depois de um minuto", segundo o diretor do Observatório Astronômico de Almadén de la Plata, Miguel Gilate.



Em suma, trata-se de planeta com um ambiente hostil para a espécie humana: "A vida em Marte só pode ser imaginada sob a superfície (como na lua) e com excursões limitadas no tempo", garante o diretor científico da missão Mars Express, da ESA, Agustín Chicarro.



As temperaturas são muito mais baixas que as da Terra (-100 graus centígrados) e os astronautas que aceitassem a missão teriam que suportar, além de uma baixíssima pressão atmosférica, tempestades de vento de até 500 quilômetros por hora e radiações ultravioleta de uma intensidade altíssima. 



Por este motivo, "não podemos imaginar seres iguais a nós em outros planetas, já que as condições serão diferentes", esclarece Gilate.



No entanto, "a Mars One esta pondo todo o conhecimento que se adquiriu ao longo dos anos em uma só missão", indica a porta-voz da empresa, que confia que, transformando de maneira artificial as condições do planeta, os quatro astronautas selecionados para a viagem possam sobreviver.



"Todas estas mudanças não são nem possíveis nem desejáveis (pela mudança ambiental com consequências imprevisíveis que representariam estes transtornos em outro planeta)", acrescenta Chicarro.


Imagem de uma das plantações que a Mars-One levaria a Marte. EFE/Bryan Versteeg/Imagem cedida pela Mars One.



US$ 6 BILHÕES E UMA PASSAGEM SEM VOLTA



Após uma perigosa viagem de seis a setes meses em direção ao planeta vermelho, quatro dos candidatos selecionados aterrissariam muito longe do planeta que lhes viu nascer e jamais poderiam retornar.



Encontrar astronautas que não enlouqueçam diante da ideia de não poder voltar é uma tarefa árdua e difícil e levam Chicarro à conclusão que "ir a Marte para não voltar é algo pouco pensado, uma maneira romântica de suicidar-se".



O motivo dado pela empresa Mars One é que "não existe a tecnologia necessária para trazê-los outra vez". "Existe para poder fazê-lo em uma missão curta", mas a empresa quer criar a primeira colônia humana além da estratosfera.



O custo da missão (US$ 6 bilhões) e o financiamento também surpreendeu os cientistas e, na direção do Centro de Astrobiologia do INTA, Javier Gómez-Elvira lembra que a Nasa tinha planejado missões a Marte para 2017.



"Em 2011 foi apresentado um projeto da Nasa, o Space Launch System, que propunha o desenvolvimento de um novo lançador capaz de enviar uma tripulação a Marte com um orçamento muito maior e que estaria pronto para 2017. Acho que esse projeto não se iniciou por seu alto custo", contou Gómez-Elvira.
Existe uma companhia privada Space X que apoia a Mars One e que pensa que terá pronto um lançador para desenvolver o projeto, mas o certo é que atualmente é extremamente custoso e "não parece que esteja entre as prioridades das nações".


Imagem de Marte, o planeta vermelho. EFE/Nasa/Observatórios de Almadén.



QUERO SER ASTRONAUTA



Há menos de um mês a empresa abriu o processo de seleção para encontrar, após pagamento prévio das despesas de inscrição que vão de US$ 5 a US$ 7 (dependendo do país de residência), os quatro primeiros astronautas.



Os candidatos devem ser inteligentes, criativos, psicologicamente estáveis e com boa forma física, além de estar preparados para solucionar qualquer problema potencial, "alguns deles totalmente imprevisíveis", segundo o site da empresa.



A capacidade de reflexão é a qualidade essencial para os candidatos, embora também precisem ser curiosos, ter "um espírito indomável", crescer perante as dificuldades e manter uma atitude baseada no "posso fazer".



O processo de seleção, segundo explica o site, terá um toque de show, pois a proposta é que duas de suas quatro fases sejam transmitidas pela televisão ou pela internet, em nível nacional ou inclusive mundial, até que restem seis grupos de quatro pessoas que passarão anos treinando.



Já em 2022 e com todos os candidatos devidamente formados, a grande decisão será tomada de maneira "democrática", na qual "os moradores da Terra" poderão votar sobre qual grupo dará o grande salto.



Os futuros aspirantes a astronautas não perdem tempo e no site da Mars-One se amontoam as solicitações - acompanhadas de um vídeo de apresentação - procedentes de todos os cantos do mundo. 
Realidade ou ficção? Será preciso esperar dez anos para descobrir. Embora nenhum dos pesquisadores duvide que algum dia o homem pisará em Marte: "A possibilidade de habitar a Lua ou Marte não parecem impossíveis Quando será factível? Isso é talvez o que não é possível imaginar", considera Chicarro.



Mas o afã explorador dos humanos não deve nos confundir. “A Terra é o planeta mais lindo e complexo que conhecemos" – garante o especialista - "e o certo seria usar nosso tempo para cuidar dela da melhor maneira possível". [Fonte: Yahoo]


O deserto de Marte visto pelos robôs da Nasa. EFE/Nasa/Observatórios de Almadén.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Você Sabia? Veja 33 dúvidas sobre astronomia

Você Sabia? Veja 33 dúvidas sobre astronomia

Buracos negros, galáxias, grandes explosões, nascimento, desenvolvimento e morte de estrelas e muitos outros fenômenos encantam leigos e especialistas. Veja algumas curiosas dúvidas sobre o nosso Universo – ou, pelo menos, o Universo conhecido até hoje.

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Objeto descoberto pode ser o planeta mais leve fora do Sistema Solar

O exoplaneta foi observado nas proximidades de uma estrela jovem
Foto: ESO / Divulgação
O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta segunda-feira images capturadas por astrônomos de um objeto que se desloca próximo de uma estrela brilhante. Com uma massa estimada em quatro a cinco vezes a massa de Júpiter, o corpo celeste pode ser o planeta mais leve observado fora do Sistema Solar. Segundo o ESO, a descoberta é uma importante contribuição ao estudo da formação e evolução dos sistemas planetários.
Embora milhares de exoplanetas tenham sido até agora detectados indiretamente e muitos mais candidatos aguardem confirmação, apenas para cerca de uma dúzia de exoplanetas foi possível obter imagens diretamente. Nove anos depois do Very Large Telescope ter capturado a primeira imagem de um exoplaneta, o companheiro planetário da anã marrom 2M1207, a mesma equipe obteve agora a imagem do que parece ser o mais leve destes objetos observado até agora.
"Obter imagens de planetas de forma direta requer técnicas extremamente complexas, utilizando os instrumentos mais avançados, estejam eles no solo ou no espaço", disse Julien Rameau, principal autor do artigo científico que descreve a descoberta. "Apenas alguns planetas foram até agora observados diretamente, o que faz de cada descoberta um importante marco no caminho da compreensão dos planetas gigantes e da sua formação".
Nas novas observações, o provável planeta aparece como um ponto tênue mas bem definido próximo da estrela HD 95086. Uma observação posterior mostrou também que o objeto se desloca lentamente com a estrela ao longo do céu, o que sugere que este corpo, designado por HD 95086 b, está em órbita em torno da estrela. O seu brilho indica igualmente que terá um massa de apenas quatro a cinco vezes a massa de Júpiter.
O planeta recém-descoberto orbita a jovem estrela HD 95086 a uma distância de cerca de 56 vezes a distância entre a Terra e o Sol, o que corresponde a duas vezes a distância entre o Sol e Netuno. A estrela propriamente dita tem um pouco mais massa do que o Sol e encontra-se rodeada por um disco de detritos. Estas propriedades permitiram aos astrônomos identificá-la como um candidato ideal a possuir planetas jovens de grande massa em sua órbita. O sistema situa-se a cerca de 300 anos-luz de distância da Terra.
A juventude da estrela, com apenas 10 a 17 milhões de anos, levou os astrônomos a pensar que este novo planeta se formou muito provavelmente, no interior do disco gasoso e poeirento que a circunda. “A sua posição atual levanta questões relativas ao processo de formação. O planeta pode ter crescido ao assimilar rochas que formaram o núcleo sólido e depois acumulando lentamente gás do meio circundante de modo a formar a atmosfera densa ou então, começou a formar-se a partir de uma acumulação de matéria gasosa com origem em instabilidades gravitacionais no disco”, expliou Anna-Marie Lagrange, que também participou da pesquisa. "Interações entre o planeta e o disco propriamente dito, ou até outros planetas, podem ter feito deslocar o planeta do local onde nasceu", completou.[Fonte: Terra]

domingo, 2 de junho de 2013

Cientistas brasileiros descobrem estrela parecida com o Sol

Uma equipe de pesquisadores brasileiros anunciou a descoberta da estrela mais distante da nossa galáxia com características semelhantes ao Sol. A estrela fica a uma distância de pelo menos 2 mil anos-luz (cada ano-luz equivale a aproximadamente 9,46 trilhões de quilômetros) da Terra.

O anuncio é importante, porque, por ser mais antiga que o Sol em 2 milhões de anos, essa estrela servirá em estudos para determinar como ocorrerá a evolução solar nos próximos anos. “Esse é o aspecto principal da nossa descoberta”, define Jorge Meléndez, astrônomo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), um dos autores da pesquisa.

O estudo foi desenvolvido em parceria entre cinco cientistas brasileiros da USP, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além do professor japonês Yoichi Takeda, do Observatório Astronômico Nacional do Japão.

Para as observações foi utilizado o telescópio japonês Subaru, localizado em Mauna Kea, no Havaí, Estados Unidos. “É uma das montanhas que tem uma das melhores condições de observação no mundo”, explica Meléndez. Nesse telescópio foram feitas duas observações, uma em outubro do ano passado e outra em março deste ano.

Além do telescópio, os cientistas usaram um satélite de 8 metros, o CoRot, que recebeu financiamento de vários países como França, Áustria, Bélgica, Alemanha, Brasil e Espanha. “Com a ajuda desse satélite, a gente selecionou estrelas com períodos similares ao Sol”, explicou.

O astrônomo disse que o problema da observação da Terra apenas pelo telescópio é que a atmosfera terrestre gera ruído quando se olha a luz das estrelas. Como o objetivo dos pesquisadores era justamente observar a rotação dessas estrelas, deduzida a partir das suas luzes emitidas, era necessário uma precisão muito alta dos instrumentos, algo impensável de se fazer estando na Terra.

“O satélite nos indicou quais as eram as estrelas com período de rotação similares ao Sol. Para confirmar se realmente são parecidas com o Sol ou não, a gente observou essas estrelas com o telescópio Subaru. Ao todo, foram observadas quatro e, dessas, uma era gêmea solar [que tem características semelhantes ao Sol]”.

Meléndez contou que os cientistas conseguiram determinar o período de rotação de uma estrela localizando onde ficam as suas manchas (semelhantes às manchas solares). O próximo passo na observação dos cientistas foi acompanhar o tempo de demora para que uma dessas manchas completasse uma volta.

Segundo Meléndez, essa foi a primeira gêmea solar descoberta pelo satélite CoRot e, por isso, a estrela ganhou o nome de CoRot Sol 1. “A gente acredita que vão ser descobertas mais gêmeas solares, mas não muito mais distantes [da Terra]. A gente está pleiteando tempo de observação no telescópio Subaru para tentar observar as outras estrelas candidatas”, disse ele.[Fonte: ExpressoMT]

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