sexta-feira, 28 de junho de 2013

Nasa lança satélite para estudar o Sol



AP Photo/NASA
Imagem mostra foguete Pegasus
momentos após ser lançado de 
avião sobre o Pacífico

A Nasa lançou na noite desta quinta-feira (28/06/13) o satélite Iris (Interface Region Imaging Spectrograph) para uma missão que vai explorar uma região pouco estudada do Sol. A baixa atmosfera do Sol é a região onde se formam os ventos solares que, quando atingem a Terra, podem afetar satélites de telecomunicação. Com o maior entendimento desta região do Sol será possível prever o tempo e o trajeto dos ventos solares até a Terra.

Ao contrário de uma decolagem tradicional, o foguete Pegasus foi lançado a partir de um avião que decolou da Base Vandenberg na costa central da Califórnia. Quando o avião estava a 160 quilômetros da costa e a uma altitude de quase 12 mil metros, o foguete foi lançado para a subida de 13 minutos para o espaço.
Os controladores da missão comemoraram depois de receberem a confirmação de que o satélite Íris havia se separado do foguete, como o planejado, e aberto os painéis solares, estando pronto para começar a missão que deve ter duração de dois anos.

Veja imagens de explosões solares:
Esta imagem do Observatório de Dinâmicas Solares da Nasa (SDO) mostra a primeira erupção de radiação, no último domingo. Foto: BBC
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O lançamento ocorreu sem problemas embora tenha tido alguns momentos de preocupação,  quando sinais de comunicações foram temporariamente perdidos.
"Esta é uma região muito difícil de entender e observar. Antes não tínhamos as capacidades técnicas que temos agora”, disse o cientista do programa Jeffrey Newmark.
O custo da missão é relativamente baixo para os padrões da Nasa, cerca de 182 milhões de dólares. Os engenheiros da agencia espacial americana vão passar um mês certificando-se de que Iris está em perfeita condições, antes de ligar o satélite e iniciar as observações.[Fonte: IG]

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Nasa descobre mais de 10 mil asteroides e cometas próximos à Terra

Imagem divulgado pela Nasa mostra movimentação do asteroide 2013 MZ5 (indicado pela seta) com um conjunto de estrelas ao fundo
Foto: PS-1/UH / Divulgação

Mais de 10 mil asteroides e cometas que podem passar próximos à Terra já foram descobertos por astrônomos. A marca foi atingida no último dia 18 de junho, quando o telescópio Pan-STARRS-1, localizado no cume da cratera vulcânica do Monte Haleakalā, no Maui (a 3 mil metros de altura), detectou o 10.000º objeto espacial nas proximidades do planeta: o asteroide 2013 MZ5. Operado pela Universidade do Havaí, o telscópio faz parte dos projetos financiados pela Nasa, a agência espacial americana.
"Encontrar 10 mil objetos próximos à Terra é uma marca significativa", afirmou Lindley Johnson, da Nasa. "No entanto, há um número pelo menos 10 vezes maior ainda a ser descoberto antes que possamos estar certos de que teremos encontrado todos e quaisquer objetos que tenham a capacidade de impactar e causar danos significativos aos cidadãos da Terra", afirmou o pesquisador, sobre cujo comando - que já dura uma década - 76% das descobertas foram feitas.

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Objetos próximos da Terra (NEO, na sigla em inglês) são asteroides e cometas que podem se aproximar da Terra até uma distância orbital de 45 milhões de quilômetros. Eles variam em tamanho desde apenas alguns centímetros - os mais difíceis de se detectar - até dezenas de quilômetros, caso do asteroide 1036 Ganymed, o maior do tipo já descoberto, com quase 41 quilômetros de diâmetro.
O asteroide 2013 MZ5 tem aproximadamente 300 metros de diâmetro. Sua órbita já foi analisada e não inclui uma passagem pelo planeta próxima o suficiente para ser considerada potencialmente perigosa. Dos 10 mil objetos descobertos, apenas cerca de 10% tem mais de um quilômetro - tamanho grande o suficiente para causar impacto global, caso atingissem a Terra. Porém, a Nasa avalia que nenhum desses asteroides e cometas maiores são uma ameaça ao planeta atualmente - e é provável que apenas algumas dezenas desses permaneça descoberta.
Conheça 10 asteroides e meteoritos que abalaram a Terra


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Astrônomos descobrem novo tipo de estrela de brilho variável

Os astros estudados ficam no aglomerado estelar aberto NGC 3766, na constelação do Centauro
Foto: ESO / Divulgação
Um estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) descobriu um novo tipo de estrela variável. Segundo os astrônomos, esses astros apresentam minúsculas variações de 0,1% do brilho normal em períodos que variam de duas a 20 horas.
Pouco mais quentes e brilhantes que o Sol, as estrelas do aglomerado NGC 3766 foram estudadas durante sete anos com um nível de precisão duas vezes superior ao de pesquisas anteriores. “Chegamos a este nível de sensibilidade graças à alta qualidade das observações combinada com uma análise dos dados extremamente cuidadosa”, diz Nami Mowlavi, líder da equipe de investigação.
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“Mas também porque levamos a cabo um extenso programa de observação que durou sete anos. Provavelmente não teria sido possível obter tanto tempo de observação num telescópio maior”. Os cientistas utilizaram telescópio de 1,2 metro Leonhard Euler, que fica no Chile, considerado "relativamente pequeno" pelo observatório.
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O estudo das estrelas variáveis ou pulsantes (cujo brilho aparente varia com o tempo) é chamado de astrosismologia, já que os cientistas tentam entender as vibrações complexas dos interiores das estrelas. “A existência desta nova classe de estrelas variáveis constitui por si só um desafio aos astrofísicos”, diz Sophie Saesen, também membro da equipe. “Os modelos teóricos atuais preveem que sua luz não deveria sequer variar de maneira periódica, por isso os nossos esforços atuais estão focados em descobrir mais sobre o comportamento deste novo tipo tão estranho de estrelas.”

"Nestas condições, a rotação rápida terá um impacto importante nas propriedades internas das estrelas, no entanto ainda não conseguimos modelar as variações de luz adequadamente”, explica Mowlavi. “Esperamos que a nossa descoberta encoraje especialistas a estudar este assunto, no sentido de percebermos a origem destas misteriosas variações."Apesar de não se ter certeza sobre a causa da variação do brilho das estrelas, os pesquisadores acreditam que há uma relação com a rápida rotação desses astros. Eles giram a mais que metade de sua velocidade crítica (quando começam a se tornar instáveis e lançar matéria ao espaço).[Fonte: Terra]

Gelo seco pode ter provocado fendas nas dunas de Marte, diz Nasa

A presença de gelo seco explicaria a origem de fendas nas dunas marcianas, segundo novo estudo da Nasa
Foto: Nasa / Divulgação
Uma pesquisa divulgada pela Agência Espacial Americana (Nasa, na sigla em inglês) aponta que blocos de CO2 congelados - também conhecido como gelo seco - podem ter deslizado pelas dunas de areia de Marte, provocando sulcos no terreno. Segundo a Nasa, esse processo explicaria as marcas nas dunas mostradas por imagens captadas pela sonda  Mars Reconnaissance Orbiter.
Os sulcos nas encostas de Marte, chamados de voçorocas lineares, apresentam largura relativamente constante de alguns metros, com as bordas elevadas. Ao contrário do que ocorre na Terra, com a erosão provocada pelo sulcos do fluxo de água, as ranhuras de Marte não apresentam acúmulo de detritos em seu final. "Eu sempre sonhei em ir para Marte", disse Serina Diniega, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, na Califórnia, e principal autora do estudo, publicado pela revista Icarus. "Agora eu sonho em fazer snowboarding nas dunas de areia marciana sobre um bloco de gelo seco", brincou a especialista.
Comparando as imagens de diferentes períodos em Marte, os cientistas concluíram que os sulcos são formados normalmente durante o começo da primavera.[Fonte: Terra]

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Curiosity está a caminho de seu principal objeto de estudo

O jipe-robô Curiosity está a caminho do monte Sharp, seu principal objeto de estudo em Marte. Nessa montanha, Curiosity irá procurar locais onde possa ter existido vida, segundo a Nasa, agência espacial americana.
O jipê-robô chegou a Marte há dez meses na Cratera Gale, uma área perto da linha do equador do planeta. A região foi escolhida pelos especialistas por causa de rochas em camadas, de 5 quilômetros de altura.
Com uma velocidade máxima de 0,15 km/h, Curiosity levará ainda vários meses para chegar ao seu destino final. Durante o caminho, ainda estão programadas pelo menos três paradas para estudos científicos, como medições para determinar a umidade nos locais.
Mas a demora teve um propósito. Os cientistas queriam explorar uma área na direção oposta, onde imagens mostraram três tipos diferentes de rochas se unindo.
Durante a trajetória, o Curiosity fez descobertas relevantes. Perfurou uma amostra a partir de uma laje de rocha e encontrou elementos necessários para a vida microbiana, como hidrogênio, carbono, oxigênio, nitrogênio, enxofre e fósforo. Isso significa que Marte teve condições favoráveis para abrigar vida microbiana. [Fonte: Info.abril]

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Estrelas 'bebês' lançam jato de poeira em regiões distantes da Via Láctea

Imagem em infravermelho mostra bolha gigante que foi esculpida na poeira espacial por estrelas de grande massa e é responsável pela formação de bolhas menores (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin )
Novas observações de áreas mais distantes e desabitadas da Via Láctea, feitas pelo Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, mostram dezenas de estrelas recém-nascidas lançando jatos de seus "casulos" de poeira. O estudo da Universidade de Wisconsin foi apresentado na quarta-feira (5) durante reunião da Sociedade Americana de Astronomia, em Indianápolis.
Uma das fotos revela a região próxima à constelação do Cão Maior, com mais de 30 astros jovens ejetando material. Até agora, já foram identificadas 163 regiões que contêm jatos expelidos por estrelas, algumas agrupadas e outras isoladas.As imagens foram captadas por raios infravermelhos em azul e verde do Spitzer, e combinadas com informações em vermelho do telescópio Wise, também da Nasa, que preencheu lacunas nas áreas que o Spitzer não cobriu.
Os registros fazem parte do projeto Glimpse 360, que está mapeando a topografia do céu da nossa galáxia. Ainda este ano, devem ser divulgados os resultados, que incluem uma visão completa em 360°. Até agora, o projeto já mapeou 130° do céu ao redor do centro da galáxia.
A Via Láctea é uma coleção de estrelas espiral e predominantemente plana, como um disco de vinil, mas com uma ligeira dobra – que também será mapeada. Nosso Sistema Solar está localizado a cerca de dois terços de seu centro em direção às extremidades, no chamado Esporão de Órion, um desdobramento do braço de Perseus, um dos principais braços da galáxia.
Segundo a astrônoma Barbara Whitney, da Universidade de Wisconsin, os cientistas estão descobrindo todos os tipos de formação de novas estrelas em áreas menos conhecidas das bordas exteriores da Via Láctea.
Para ajudar no Glimpse 360, os astrônomos também têm contado com a ajuda do público leigo, que vasculha as imagens obtidas em busca de bolhas cósmicas que indiquem a presença de estrelas quentes e de grande massa. Essas pessoas participam do Projeto Via Láctea, que funciona em esquema colaborativo e voluntário.[Fonte: G1]
Dezenas de estrelas recém-nascidas expelem jatos de seus 'casulos' de poeira (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin)Astros recém-nascidos expelem jatos de 'casulos' de poeira (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin)
Imagem feita pelo Spitzer lembra corais e algas, segundo astrônomos (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin)Imagem do Spitzer lembra corais e algas, dizem cientistas (Foto: Nasa/JPL-Caltech/University of Wisconsin)

Fábrica de cometas é descoberta e ajuda a explicar fenômeno misterioso

Impressão artística mostra armadilha de poeira que fornece porto seguro para pedras, permitindo que cresçam até atingir um tamanho que garante sua sobrevivência

Foto: ESO/L. Calçada / Divulgação
A armadilha de poeira em torno de uma estrela jovem foi claramente observada e modelada por astrônomos pela primeira vez, resolvendo assim um mistério de longa data relativo ao modo como as partículas de poeira nos discos crescem até atingirem tamanhos suficientemente grandes, que as levem eventualmente a formarem cometas, planetas e outros corpos rochosos. Em uma região como essa, partículas de poeira podem crescer juntando-se umas às outras. A observação inédita foi feita com o auxílio do telescópio espacial Matriz Atacama de Largo Milímetro/submillímetro (ALMA, na sigla em inglês).
Os astrônomos sabem atualmente que existem inúmeros planetas em torno de outras estrelas, mas ainda não compreendem bem como é que esses corpos se formam. Existem muitos aspectos na formação de cometas, planetas e outros corpos rochosos que permanecem um mistério. Agora, novas observações como essa começam a responder a uma pergunta que intriga os cientistas: como é que pequeníssimos grãos de poeira situados no disco em torno de uma estrela jovem crescem mais e mais, até atingirem o tamanho de cascalho ou mesmo pedregulhos com mais de um metro? Os resultados serão publicados na edição desta semana da revista Science.

Modelos de computador sugerem que os grãos de poeira crescem quando colidem uns com os outros, aglutinando-se. No entanto, quando esses grãos maiores se chocam de novo a alta velocidade, ficam muitas vezes desfeitos em pedaços, voltando ao ponto original. Mesmo quando isso não acontece, os modelos mostram que os grãos maiores rapidamente se deslocam para o interior devido à fricção entre a poeira e o gás, caindo assim na estrela-mãe, o que não lhes deixa nenhuma hipótese de crescer mais.
Assim, os grãos de poeira precisam de uma espécie de porto seguro onde as partículas possam continuar a crescer até atingirem um tamanho que lhes permita sobreviver por si mesmas. Tais “armadilhas de poeira” foram já sugeridas, mas até agora não havia prova observacional da sua existência. [Fonte: Terra]

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